Mazdutide
Agonista dual dos receptores GLP-1 e glucagon (GLP-1R/GCGR). Desenvolvido pela Innovent Biologics, combina supressão de apetite (GLP-1) com aumento de gasto energético e oxidação lipídica (glucagon), resultando em perda de peso superior a agonistas GLP-1 isolados.
Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.
Agonista dual dos receptores GLP-1 e glucagon (GLP-1R/GCGR). Desenvolvido pela Innovent Biologics, combina supressão de apetite (GLP-1) com aumento de gasto energético e oxidação lipídica (glucagon), resultando em perda de peso superior a agonistas GLP-1 isolados. O Mazdutide (IBI362) é um agonista
Resumo rápido
Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI
Frasco
10 mg
Dose comum
3 mg
Frequência
Semanal
Via
Subcutânea
Concentração
3,333 mg/mL
Validade reconst.
28 dias
Armazenamento
Refrigerar 2–8°C
Reconstituição e cálculo de dose
Os valores partem do que você informar — nada é prescrito
Dados do frasco
Tabela de concentração
Quanto de composto por volume de diluente
| Água BAC | Concentração | Por 10 U (0,1 mL) | Por 50 U (0,5 mL) |
|---|---|---|---|
| 1 mL | 10 mg/mL | 1 mg | 5 mg |
| 2 mL | 5 mg/mL | 500 mcg | 2,5 mg |
| 3 mL | 3,33 mg/mL | 333 mcg | 1,67 mg |
Frasco de 10 mg · seringa de insulina U-100 (1 mL = 100 unidades). Valores calculados a partir do volume de diluente — não são prescrição.
Passos de reconstituição
- 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
- 2Aspire 3 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
- 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
- 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
- 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).
Materiais necessários
- Frasco de Mazdutide (10 mg)
- água bacteriostática estéril
- Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
- Seringa de insulina U-100 para medir a dose
- Swabs de álcool 70%
- Recipiente para descarte de perfurocortantes
Como funciona
O Mazdutide (IBI362) é um agonista dual de receptores GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e GCGR (receptor de glucagon), desenvolvido como peptídeo de fusão de cadeia única com meia-vida prolongada para administração semanal. A ativação do GLP-1R no hipotálamo e tronco encefálico suprime o apetite via neurônios POMC/CART, retarda o esvaziamento gástrico e estimula secreção de insulina de forma glicose-dependente (sem risco de hipoglicemia em normoglicêmicos), enquanto a ativação do GCGR hepático aumenta a beta-oxidação de ácidos graxos, eleva a expressão do fator de crescimento de fibroblastos 21 (FGF21) e ativa a termogênese via tecido adiposo marrom (BAT), criando um déficit energético dual que supera o obtido com agonistas GLP-1 isolados. A ação combinada resulta em mobilização preferencial de gordura visceral e hepática, melhora do perfil lipídico e redução de marcadores de resistência à insulina, com o equilíbrio entre os dois receptores cuidadosamente titulado para minimizar a hiperglicemia e taquicardia mediadas pelo glucagon puro.
Como costuma ser usado
Dose habitual
2,5 mg/sem → 5–6 mg/sem · 1x/semana
Timing
Mesmo dia da semana
Ciclo
Titulação progressiva
Combo ideal
BPC-157
›Titulação: 2,5 mg/sem × 4 sem → 5 mg/sem × 4 sem → manutenção 5–6 mg/sem. SC abdominal.
Dosagem por objetivo
Faixas estudadas conforme o objetivo — não são prescrição
| Objetivo terapêutico | Dose | Frequência |
|---|---|---|
| Suporte à saúde metabólica e sensibilidade à insulina / fase introdutória1x/semana via SC; fase inicial de adaptação ao perfil dual GLP-1R/GCGR | 1,0 – 1,5 mg | 1x/semana via SC; fase inicial de adaptação ao perfil dual GLP-1R/GCGR |
| Gestão de peso e redução de gordura visceral (escalonamento conservador)1x/semana via SC; avançar apenas com boa tolerância gastrointestinal e ausência de taquicardia | 1,5 – 3,0 mg | 1x/semana via SC; avançar apenas com boa tolerância gastrointestinal e ausência de taquicardia |
| Otimização da perda de gordura e mobilização lipídica hepática (pesquisa — dose intermediária)1x/semana via SC; monitorar perfil lipídico, glicemia e frequência cardíaca a cada 4 semanas | 3,0 – 4,5 mg | 1x/semana via SC; monitorar perfil lipídico, glicemia e frequência cardíaca a cada 4 semanas |
| Modulação metabólica avançada com termogênese maximizada (pesquisa — dose alta)1x/semana via SC; uso exclusivo em protocolos de pesquisa avançada com monitoramento clínico rigoroso | 4,5 – 6,0 mg | 1x/semana via SC; uso exclusivo em protocolos de pesquisa avançada com monitoramento clínico rigoroso |
Protocolo de dosagem
Iniciante → Intermediário → Avançado
| Nível | Dose | Frequência | Via |
|---|---|---|---|
| Iniciante | 2,5 mg | 1x/semana · mesmo dia | SC abdominal |
| Intermediário | 5 mg | 1x/semana · mesmo dia | SC |
| Avançado | 5–6 mg | 1x/semana · mesmo dia | SC |
Iniciante:Titulação: 2,5 mg/sem × 4 semanas
Intermediário:Manter 5 mg/sem × 4 semanas antes de aumentar
Avançado:Dose de manutenção — combinar com BPC-157 para proteção GI
›Agonista GLP-1/GCG duplo — titulação: 2,5 mg/sem × 4 sem → 5 mg/sem × 4 sem → manutenção 5–6 mg/sem. SC abdominal. Combinar com BPC-157 para proteção gastrointestinal.
Protocolo de titulação
Escalonamento progressivo da dose
- 1Passo 1 — Avaliação de tolerância inicial1,0 mg
1x/semana por 4 semanas; avaliar tolerância gastrointestinal (náusea, vômito, diarreia) e monitorar frequência cardíaca em repouso antes de avançar — a componente glucagon pode elevar FC
- 2Passo 2 — Titulação inicial1,5 mg
1x/semana por 4 semanas; avaliar supressão de apetite, resposta metabólica (glicemia de jejum, peso) e tolerância cardiovascular; avançar apenas se efeitos colaterais ausentes ou leves
- 3Passo 3 — Titulação intermediária3,0 mg
1x/semana; manter por ≥ 4 semanas antes de considerar aumento; monitorar perfil lipídico (triglicerídeos, LDL) e marcadores hepáticos — a ativação do GCGR aumenta beta-oxidação hepática e pode elevar transaminases transitoriamente
- 4Passo 4 — Titulação avançada4,5 mg
1x/semana; monitorar glicemia, frequência cardíaca, pressão arterial e marcadores de função hepática; avaliar resposta de termogênese e composição corporal a cada 4 semanas
- 5Passo 5 — Dose máxima em pesquisa6,0 mg
1x/semana; uso restrito a protocolos de pesquisa com monitoramento laboratorial completo (metabólico, cardiovascular e hepático) a cada 2–4 semanas; não recomendado fora de contexto investigacional supervisionado
Ciclo recomendado
Duração do ciclo
Ciclos de 12–20 semanas ON · mínimo de 4–8 semanas OFF; uso contínuo prolongado aceitável sob monitoramento médico em contexto de obesidade com comorbidades
›O Mazdutide combina supressão central de apetite (GLP-1R hipotalâmico) com aumento do gasto energético e oxidação lipídica (GCGR hepático e tecido adiposo marrom), criando um déficit energético dual. A titulação lenta é obrigatória para permitir adaptação gastrointestinal ao componente GLP-1 e cardiovascular ao componente glucagon, que pode induzir taquicardia reflexa especialmente nas primeiras semanas após aumento de dose.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Perda de peso corporal de 11–14% em 48 semanas (estudo fase 3 GLORY-1, NEJM 2025) com dose de manutenção de 5–6mg/semana
- Redução significativa de HbA1c (~1,7%) em pacientes com diabetes tipo 2 associado à obesidade, com mecanismo glicose-dependente e baixo risco de hipoglicemia
- Redução pronunciada de gordura visceral e hepática (esteatose), mediada pela ativação do GCGR e aumento de FGF21
- Efeito termogênico adicional via ativação do tecido adiposo marrom (BAT), diferencial frente a agonistas GLP-1 isolados como semaglutida
- Melhora do perfil lipídico com redução de triglicerídeos, VLDL e aumento de HDL
- Redução da pressão arterial sistólica (~3–5 mmHg) por mecanismos natriuréticos e de redução de peso
- Melhora de marcadores de esteatose hepática (ALT, AST, índice de esteatose) relevante para pacientes com NASH/MASLD
- Supressão do apetite com redução da ingestão calórica espontânea e diminuição do craving por alimentos ultraprocessados
Riscos e efeitos colaterais
- Náusea e vômitos dose-dependentes, com incidência de até 60% dos participantes nas fases de titulação — geralmente transitórios e manejáveis com titulação lenta e fracionamento de refeições
- Diarreia e constipação alternadas (disregulação do trânsito intestinal mediada por GLP-1R entérico), especialmente nas primeiras 4–8 semanas
- Taquicardia sinusal leve (aumento de 5–10 bpm) mediada pela ativação do GCGR no miocárdio — monitorar em pacientes com arritmias preexistentes
- Pancreatite aguda (raro, <0,3%) — descontinuar imediatamente se dor abdominal intensa irradiada para o dorso
- contraindicado em histórico de pancreatite
- Risco teórico de carcinoma medular de tireoide (CMT) baseado em estudos com roedores — contraindicado em histórico pessoal ou familiar de CMT ou NEM tipo 2
- Hipoglicemia em combinação com sulfonilureias ou insulina — ajuste de dose dos antidiabéticos concomitantes necessário
- Perda de massa muscular (~20–30% do peso perdido pode ser massa magra) — mitigar com ingestão proteica adequada (≥1,6g/kg/dia) e treinamento de resistência
Contraindicações
Quem NÃO deve usar
- Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM-2) — risco de neoplasia de células C da tireoide associado à ativação do GLP-1R, conforme observado com toda a classe
- Gestação e amamentação — ausência de dados de segurança fetal; a ativação do GCGR e a supressão de apetite representam riscos nutricionais e metabólicos para o feto
- Pancreatite aguda ou crônica ativa — risco de exacerbação associado à classe dos agonistas GLP-1R; suspender imediatamente se dor abdominal persistente
- Diabetes mellitus tipo 1 ou histórico de cetoacidose diabética — a ativação do GCGR pode estimular produção hepática de glicose e cetogênese, agravando instabilidade glicêmica
- Doença cardiovascular grave não controlada (arritmias, insuficiência cardíaca NYHA III-IV, infarto recente < 3 meses) — o componente glucagon do Mazdutide pode elevar frequência cardíaca e pressão arterial, aumentando demanda miocárdica
- Gastroparesia ou distúrbios graves de motilidade gastrointestinal — o retardo do esvaziamento gástrico mediado pelo GLP-1R pode agravar significativamente essas condições
Linha do tempo esperada
Sem 1–4: Dose inicial 2,5mg/semana SC; fase de adaptação GI com náusea e redução leve do apetite; perda de peso de 1–2% → Sem 5–8: Escalonamento para 5mg/semana; supressão de apetite evidente, redução de ingestão calórica espontânea; perda acumulada ~3–5% → Sem 9–16: Dose de manutenção 5–6mg/semana; perda progressiva de gordura visceral e hepática; melhora de triglicerídeos e glicemia em jejum → Sem 17–36: Fase de perda máxima; benefício cumulativo atingindo 8–11% do peso corporal; efeito termogênico e lipolítico estabilizado → Sem 37–48: Consolidação e manutenção com perda total de 11–14%; plateau metabólico; ajuste de dose conforme resposta individual → Descontinuação/Off: Retorno gradual do apetite em 2–4 semanas; risco de reganho de peso sem mudanças de estilo de vida consolidadas; não há efeito rebote hormonal agudo
Técnica de aplicação
Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.
Armazenamento
- Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
- Use em até 28 dias após a reconstituição.
- Frasco lacrado (liofilizado): válido por cerca de 730 dias quando bem armazenado.
- Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.
Notas importantes
Combinações
Combinações populares
- Semaglutida (não combinar simultaneamente — usar como alternativa
- comparar resposta individual entre agonista GLP-1 puro vs. dual GLP-1/GCGR para personalização do protocolo de emagrecimento)
- Tesofensina (sinergismo em supressão de apetite por mecanismos complementares — tesofensina inibe recaptação de monoaminas centrais, potencializando o efeito anorexígeno central do Mazdutide, usar com cautela monitorando FC e PA)
- CJC-1295/Ipamorelina (combinação para preservação de massa muscular durante o déficit calórico induzido — GH/IGF-1 elevados contrariam a perda de massa magra associada à perda de peso acelerada)
- BPC-157 (suporte à integridade do trato gastrointestinal durante fase de adaptação com náuseas e alterações do trânsito intestinal, podendo reduzir a intensidade dos efeitos adversos GI)
- Metformina (para pacientes diabéticos tipo 2, sinergia no controle glicêmico com mecanismos complementares — metformina reduz produção hepática de glicose e melhora sensibilidade periférica à insulina, potencializando os efeitos do Mazdutide sem risco significativo de hipoglicemia)
Suplementos complementares
- Proteína Whey ou Caseína (preservação de massa muscular durante déficit calórico), Creatina Monoidratada (neuroproteção e manutenção de força/massa magra), Eletrólitos com Sódio e Potássio (reposição em náuseas e vômitos iniciais), Zinco + Magnésio (suporte hormonal e metabólico durante perda de peso acelerada), Vitamina D3 + K2 (frequentemente deficiente em obesos, suporte imune e metabólico), Gengibre ou Extrato de Jengibre (suporte antiemético natural durante fase de adaptação GI)
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Perguntas frequentes
O que é Mazdutide e para que é estudado?
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Agonista dual dos receptores GLP-1 e glucagon (GLP-1R/GCGR). Desenvolvido pela Innovent Biologics, combina supressão de apetite (GLP-1) com aumento de gasto energético e oxidação lipídica (glucagon), resultando em perda de peso superior a agonistas GLP-1 isolados. O Mazdutide (IBI362) é um agonista dual de receptores GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e GCGR (receptor de glucagon), desenvolvido como peptídeo de fusão de cadeia única com meia-vida prolongada para administração semanal. A ativação do GLP-1R no hipotálamo e tronco encefálico suprime o apetite via neurônios POMC/CART, retarda o esvaziamento gástrico e estimula secreção de insulina de forma glicose-dependente (sem risco de hipoglicemia em normoglicêmicos), enquanto a ativação do GCGR hepático aumenta a beta-oxidação de ácidos graxos, eleva a expressão do fator de crescimento de fibroblastos 21 (FGF21) e ativa a termogênese via tecido adiposo marrom (BAT), criando um déficit energético dual que supera o obtido com agonistas GLP-1 isolados. A ação combinada resulta em mobilização preferencial de gordura visceral e hepática, melhora do perfil lipídico e redução de marcadores de resistência à insulina, com o equilíbrio entre os dois receptores cuidadosamente titulado para minimizar a hiperglicemia e taquicardia mediadas pelo glucagon puro. Conteúdo educacional — não substitui orientação médica.
Como reconstituir Mazdutide?
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A reconstituição usa água bacteriostática (cerca de 3 mL): injete o diluente lentamente pela parede do frasco e gire suavemente até dissolver — nunca agite. Use sempre material estéril. Veja o passo a passo completo nesta página.
Como armazenar Mazdutide?
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Refrigerar 2–8°C. Após reconstituído, a literatura sugere uso em até 28 dias. Rotule o frasco com a data de reconstituição e proteja da luz.
Qual a dose de Mazdutide estudada em pesquisa?
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Em protocolos de pesquisa documentados, Mazdutide aparece em torno de 3 mg, semanal, via subcutânea. Valores são apenas informativos e variam por estudo — não constituem recomendação de uso.
Referências
- 1Ji L., et al. Once-Weekly Mazdutide in Chinese Adults with Obesity or Overweight. N Engl J Med. 2025. DOI ↗
- 2Ji L., et al. Safety and efficacy of a GLP-1 and glucagon receptor dual agonist mazdutide (IBI362) 9 mg and 10 mg in Chinese adults with overweight or obesity: A randomised, placebo-controlled, multiple-ascending-dose phase 1b trial. EClinicalMedicine. 2022. DOI ↗
- 3Xie Z., et al. Seven glucagon-like peptide-1 receptor agonists and polyagonists for weight loss in patients with obesity or overweight: an updated systematic review and network meta-analysis of randomized controlled trials. Metabolism. 2024. DOI ↗
- 4Son JW., et al. Novel GLP-1-based Medications for Type 2 Diabetes and Obesity. Endocr Rev. 2026. DOI ↗
- 5Kokkorakis M., et al. Emerging pharmacotherapies for obesity: A systematic review. Pharmacol Rev. 2024. DOI ↗
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