LL-37
Único peptídeo antimicrobiano humano da família catelicidina. Imunidade inata, antimicrobiano de amplo espectro e modulador inflamatório endógeno.
Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.
Único peptídeo antimicrobiano humano da família catelicidina. Imunidade inata, antimicrobiano de amplo espectro e modulador inflamatório endógeno. O LL-37 é o único peptídeo catelicidina humano maduro, derivado do precursor hCAP-18, produzido principalmente por neutrófilos, células epiteliais e macr
Resumo rápido
Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI
Frasco
5 mg
Via
Subcutânea
Concentração
2,5 mg/mL
Armazenamento
Refrigerar 2–8°C
Reconstituição e cálculo de dose
Os valores partem do que você informar — nada é prescrito
Diluente: Água Bacteriostática
LL-37 dissolve bem em água bacteriostática. Reconstituir com 1–2 mL de BAC water. Para uso tópico: diluir 100–200mcg em 1 mL de água estéril + gel base neutro estéril. Para uso SC local: aplicar próximo à área de ferida/infecção para efeito local.
Dados do frasco
Tabela de concentração
Quanto de composto por volume de diluente
| Água BAC | Concentração | Por 10 U (0,1 mL) | Por 50 U (0,5 mL) |
|---|---|---|---|
| 1 mL | 5 mg/mL | 500 mcg | 2,5 mg |
| 2 mL | 2,5 mg/mL | 250 mcg | 1,25 mg |
| 3 mL | 1,67 mg/mL | 167 mcg | 833 mcg |
Frasco de 5 mg · seringa de insulina U-100 (1 mL = 100 unidades). Valores calculados a partir do volume de diluente — não são prescrição.
Passos de reconstituição
- 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
- 2Aspire 2 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
- 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
- 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
- 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).
Materiais necessários
- Frasco de LL-37 (5 mg)
- Água Bacteriostática estéril
- Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
- Seringa de insulina U-100 para medir a dose
- Swabs de álcool 70%
- Recipiente para descarte de perfurocortantes
Como funciona
O LL-37 é o único peptídeo catelicidina humano maduro, derivado do precursor hCAP-18, produzido principalmente por neutrófilos, células epiteliais e macrófagos. Seu mecanismo primário envolve a inserção anfipática na bicamada lipídica de microrganismos, formando poros transmembrana e colapso osmótico de bactérias gram-positivas e gram-negativas, fungos e vírus envelopados — com seletividade pela carga negativa das membranas microbianas em relação às células eucarióticas. Adicionalmente, o LL-37 atua como ligante direto dos receptores TLR2, TLR4 e TLR9, modulando a resposta imune inata via NFκB e MAPK, além de sinalizar através do receptor FPRL1 (FPR2) para promover quimiotaxia de neutrófilos, monócitos e células dendríticas, e ativar o EGFR em células epiteliais para acelerar re-epitelização e angiogênese em feridas.
Como costuma ser usado
Dose habitual
100–500 mcg
Timing
Local · conforme protocolo
Combo ideal
BPC-157
›Uso ainda predominantemente experimental. Aplicação local em infecções ou feridas crônicas.
Dosagem por objetivo
Faixas estudadas conforme o objetivo — não são prescrição
| Objetivo terapêutico | Dose | Frequência |
|---|---|---|
| Modulação da imunidade inata e suporte antimicrobiano (infecções recorrentes, imunodeficiência relativa)1x/dia via SC; ciclos de 5–10 dias; monitorar sinais de resposta imune excessiva | 100 – 200 mcg | 1x/dia via SC; ciclos de 5–10 dias; monitorar sinais de resposta imune excessiva |
| Suporte à cicatrização e re-epitelização em feridas de difícil resolução (uso sistêmico adjuvante)1x/dia via SC; ciclos de 7–14 dias alinhados à fase de reparo tecidual ativo | 50 – 150 mcg | 1x/dia via SC; ciclos de 7–14 dias alinhados à fase de reparo tecidual ativo |
| Imunomodulação em condições inflamatórias crônicas com componente infeccioso (pesquisa)1x/dia via SC; uso exclusivamente em contexto de pesquisa supervisionada; ciclos ≤ 10 dias | 100 – 300 mcg | 1x/dia via SC; uso exclusivamente em contexto de pesquisa supervisionada; ciclos ≤ 10 dias |
Protocolo de dosagem
Iniciante → Intermediário → Avançado
| Nível | Dose | Frequência | Via |
|---|---|---|---|
| Iniciante | 100 mcg | local · conforme protocolo | SC local ou tópico |
| Intermediário | 250–300 mcg | local · conforme protocolo | SC local |
| Avançado | 500 mcg | local · conforme protocolo | SC local ou tópico (gel estéril) |
Iniciante:Aplicação local em infecções ou feridas crônicas
Intermediário:BPC-157 pode ser combinado para regeneração adicional
Avançado:Uso ainda predominantemente experimental em humanos
›Peptídeo antimicrobiano endógeno — uso predominantemente experimental. Aplicação local próxima à infecção ou ferida crônica. Combinar com BPC-157 para regeneração tecidual adicional.
Protocolo de titulação
Escalonamento progressivo da dose
- 1Passo 1 — Avaliação de tolerância inicial25 – 50 mcg
Dose teste nos primeiros 1–3 dias via SC; monitorar reação local no sítio de injeção, rubor, calor e sinais de resposta imune aguda antes de avançar
- 2Passo 2 — Titulação funcional100 mcg
1x/dia; avaliar tolerância sistêmica (febre, mialgia, fadiga excessiva) por 3–5 dias; avançar somente se ausência de reação adversa significativa
- 3Passo 3 — Dose terapêutica alvo150 – 300 mcg
1x/dia; manter na dose que produz resposta clínica sem efeitos adversos; doses acima de 300 mcg/dia reservadas exclusivamente para protocolos de pesquisa com monitoramento laboratorial
Ciclo recomendado
Duração do ciclo
Ciclos curtos de 5–14 dias · intervalo mínimo de 7–10 dias entre ciclos; evitar uso contínuo prolongado
›O LL-37 atua como imunomodulador pleiotrópico — ativa TLR2/4/9, recruta células da imunidade inata e promove re-epitelização via EGFR. Ciclos curtos são preferíveis porque o LL-37 em concentrações elevadas pode paradoxalmente estimular inflamação excessiva via FPRL1 e ativação prolongada de NF-κB em tecidos não infectados, tornando o uso contínuo não desejável.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Atividade antimicrobiana de amplo espectro contra bactérias gram-positivas (S. aureus, MRSA) e gram-negativas (P. aeruginosa, E. coli)
- Erradicação e dispersão de biofilmes bacterianos resistentes a antibióticos convencionais
- Aceleração da cicatrização de feridas crônicas via ativação do EGFR e estímulo à proliferação de queratinócitos e fibroblastos
- Imunomodulação da imunidade inata com recrutamento de leucócitos para sítios de infecção
- Atividade antiviral documentada contra vírus envelopados (HSV-1, influenza, HIV em modelos in vitro)
- Efeito antifúngico contra Candida spp. por disrupção de membrana ergosterol-dependente
- Potencial terapêutico em dermatoses inflamatórias como psoríase e rosácea (modulação da resposta epitelial)
- Estímulo à angiogênese e neovascularização em tecidos isquêmicos via sinalização VEGF-dependente
Riscos e efeitos colaterais
- Atividade pró-inflamatória dose-dependente — doses elevadas podem exacerbar inflamação sistêmica via estímulo excessivo de TLR4 e liberação de citocinas (IL-6, TNF-α)
- Perfil oncológico bifásico — evidências in vitro sugerem efeitos tanto pró-tumorais (estímulo à proliferação em alguns carcinomas) quanto antitumorais, exigindo cautela em pacientes com histórico neoplásico
- Potencial de autoimunidade — níveis elevados associados ao desenvolvimento de lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide em estudos observacionais
- Dados clínicos humanos controlados extremamente escassos — a maioria das evidências provém de estudos in vitro e modelos animais
- Risco de reações no sítio de injeção (eritema, edema local) especialmente em uso subcutâneo
- Qualidade e pureza variáveis entre fornecedores de pesquisa — risco de endotoxinas bacterianas contaminantes
- Interação potencial com anticoagulantes — o LL-37 pode modular a ativação plaquetária e a resposta inflamatória vascular
Contraindicações
Quem NÃO deve usar
- Doenças autoimunes ativas (lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, psoríase grave) — o LL-37 é reconhecido como autoantígeno nessas condições e pode amplificar a resposta autoimune via ativação de TLR9 e células dendríticas plasmocitoides
- Gestação e amamentação — ausência de dados de segurança; a atividade imunomoduladora sistêmica representa risco fetal não quantificado
- Sepse ou síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SIRS) ativa — risco de amplificação da tempestade de citocinas via ativação adicional de TLR e FPRL1
- Histórico de lúpus eritematoso ou anticorpos anti-LL-37 documentados — o peptídeo endógeno é um autoantígeno estabelecido nessa condição, com risco de exacerbação imunológica
- Insuficiência renal grave (TFG < 30 mL/min/1,73m²) — clearance reduzido pode elevar concentrações sistêmicas acima das faixas moduladoras para faixas pró-inflamatórias
- Uso concomitante com imunossupressores sistêmicos potentes — antagonismo direto com o mecanismo de ativação da imunidade inata, tornando o uso sem sentido clínico e potencialmente desequilibrador
Linha do tempo esperada
Horas 1-6: Efeito antimicrobiano imediato no sítio de aplicação tópica ou SC — redução da carga microbiana local detectável → Dias 1-3: Recrutamento de leucócitos e início da resposta imunomoduladora — possível eritema e calor transitório no sítio (resposta inflamatória controlada) → Sem 1-2: Evidência inicial de melhora em feridas crônicas — aumento de tecido de granulação, redução de exsudato e biofilme → Sem 2-4: Progresso significativo em re-epitelização com uso tópico contínuo — redução mensurável da área da ferida → Sem 4-8: Consolidação dos efeitos cicatrizantes e antimicrobianos com uso regular — avaliação de resposta clínica necessária → Off (pós-ciclo): Efeitos sistêmicos se dissipam rapidamente dado o curto t½ plasmático (~30 min); efeitos locais na ferida persistem conforme reparação tecidual
Técnica de aplicação
Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.
Armazenamento
- Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
- Respeite a validade do composto após a reconstituição.
- Frasco lacrado (liofilizado): mantenha congelado/refrigerado conforme indicado.
- Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.
Notas importantes
Combinações
Combinações populares
- BPC-157 (sinergia em cicatrização — BPC-157 amplifica angiogênese e regeneração tecidual enquanto LL-37 controla carga microbiana e biofilme local)
- TB-500/Thymosin Beta-4 (complementaridade regenerativa — TB-500 promove migração de células-tronco e remodelamento da actina enquanto LL-37 mantém o ambiente livre de infecção)
- GHK-Cu (cobre-peptídeo com ação sinérgica em cicatrização — GHK-Cu estimula síntese de colágeno e reduz inflamação excessiva, complementando a ação antimicrobiana do LL-37)
- Epithalon (suporte ao sistema imune inato — Epithalon modula a expressão gênica epigenética e pode potencializar a resposta imunológica endógena junto ao LL-37)
- Thymosin Alpha-1 (imunomodulação ampliada — TA-1 ativa imunidade adaptativa via células T enquanto LL-37 fortalece a imunidade inata, cobertura imunológica mais completa)
Suplementos complementares
- Vitamina D3 (principal regulador endógeno da expressão do gene CAMP/LL-37 — doses de 5000–10000 UI/dia podem elevar níveis endógenos), Zinco (cofator essencial para função imune e cicatrização — 15–30 mg/dia), Vitamina C (suporte à síntese de colágeno e ação antioxidante no tecido em reparação — 1–2 g/dia), Quercetina (flavonoide com atividade antimicrobiana e anti-biofilme sinérgica — 500–1000 mg/dia), N-Acetil Cisteína — NAC (antioxidante e mucolítico que reduz biofilme bacteriano por depleção de glutationa microbiana — 600–1200 mg/dia), Ômega-3 EPA/DHA (modulação da resposta inflamatória via resolvinas e protectinas — 2–4 g/dia)
Perguntas frequentes
O que é LL-37 e para que é estudado?
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Único peptídeo antimicrobiano humano da família catelicidina. Imunidade inata, antimicrobiano de amplo espectro e modulador inflamatório endógeno. O LL-37 é o único peptídeo catelicidina humano maduro, derivado do precursor hCAP-18, produzido principalmente por neutrófilos, células epiteliais e macrófagos. Seu mecanismo primário envolve a inserção anfipática na bicamada lipídica de microrganismos, formando poros transmembrana e colapso osmótico de bactérias gram-positivas e gram-negativas, fungos e vírus envelopados — com seletividade pela carga negativa das membranas microbianas em relação às células eucarióticas. Adicionalmente, o LL-37 atua como ligante direto dos receptores TLR2, TLR4 e TLR9, modulando a resposta imune inata via NFκB e MAPK, além de sinalizar através do receptor FPRL1 (FPR2) para promover quimiotaxia de neutrófilos, monócitos e células dendríticas, e ativar o EGFR em células epiteliais para acelerar re-epitelização e angiogênese em feridas. Conteúdo educacional — não substitui orientação médica.
Como reconstituir LL-37?
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A reconstituição usa água bacteriostática (cerca de 2 mL): injete o diluente lentamente pela parede do frasco e gire suavemente até dissolver — nunca agite. Use sempre material estéril. Veja o passo a passo completo nesta página.
Como armazenar LL-37?
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Refrigerar 2–8°C. Rotule o frasco com a data de reconstituição e proteja da luz.
Referências
- 1Voronko OE, et al. Antimicrobial Peptides of the Cathelicidin Family: Focus on LL-37 and Its Modifications. Int J Mol Sci. 2025. DOI ↗
- 2Fabisiak A, et al. LL-37: Cathelicidin-related antimicrobial peptide with pleiotropic activity. Pharmacol Rep. 2016. DOI ↗
- 3Wang G, et al. Design of Antimicrobial Peptides: Progress Made with Human Cathelicidin LL-37. Adv Exp Med Biol. 2019. DOI ↗
- 4Sanchez-Pena FJ, et al. LL-37 Triggers Antimicrobial Activity in Human Platelets. Int J Mol Sci. 2023. DOI ↗
- 5Leite ML, et al. The LL-37 domain: A clue to cathelicidin immunomodulatory response? Peptides. 2023. DOI ↗
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Artigos obtidos do PubMed (NCBI). Os links levam ao DOI ou à ficha no PubMed.
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